A Televisa anunciou a compra dos direitos da telenovela Rebeldes da Record. A trama, que ganhou versão brasileira esse ano, tem produção mais moderna e qualidade de transmissão, uma vez que a captação é em HD. Esses foram os motivos que levaram a Televisa, que lançou a versão original dos Rebeldes, a exibir a série no México. Mais de 6,5 milhões de pessoas assistem à trama no Brasil, segundo a emissora, em divulgação ao mercado internacional.
Glee não é apenas mais uma série de televisão. O musical, exibido pela Fox nos Estados Unidos, é um dos maiores fenômenos de audiência mundo afora, tendo sido eleita a melhor série na categoria comédia ou musical pelo Golden Globe Awards em 2010.
Centrada no Clube Glee, o coro da escola Srirley McKinley, em Ohio, a trama traz à tona questões de interesse do publico jovem como relacionamento e sexualidade, enquanto o professor de espanhol Rude Juliam não mede esforços para reerguer o coral que no passado foi motivo de grande orgulho para todos os alunos na instituição.
Nos Estados Unidos já está sendo exibida a segunda temporada e a Terceira está em fase de produção. No Brasil, Glee pode entrar no ar a qualquer momento na Globo, que comprou os direitos de veiculação, mas apesar do enorme sucesso na TV a cabo, ainda não há nenhuma previsão em relação à data de estreia.
“O mercado tween e teen tem crescido de forma expressiva nos ultimos anos e tornou-se em um público altamente desejado pelas empresas de bens de consumo pelo seu alto poder de consumo. Apesar de bastante volátil, estas meninas são consumidoras ávidas de novidades e adoram celebridades em que possam se identificar”, ressalta David Diesendruck.
Glee oferece uma oportunidade a diversas empresas pelo seu sucesso junto a este publico e o componente musical da série fortalece ainda mais a sua força. A Redibra já fechou alguns contratos de licenciamento e a previsão é que na próxima temporada de volta às aulas mochilas e cadernos estejam nas lojas com os temas de Glee, além de uma série de outros itens que já estão em negociação.
Seis adolescentes que cantam, dançam e interpretam. Com uma fórmula aparentemente simples a telenovela mexicana Rebelde se transformou em um grande fenômeno teen que marcou a história do licenciamento no Brasil.
A série, que entrou para o portifólio da Redibra em 2006, foi exibida pelo SBT até dezembro de 2006. Depois passou a ser reprisada pelo canal de TV por assinatura e Boomerang e voltou à TV aberta na Rede Brasil de Televisão em julho de 2009.
A trama adolescente produzida pela Televisa fala de temas importantes como relacionamento entre pais e filhos, drogas e preconceito em meio ao cotidiano de um grupo de alunos que passa os dias de semana em um colégio interno.
Com o extenso leque de comercialização de produtos e serviços relacionados ao universo jovem, a marca Rebelde pôde ser associada a diversas categorias de licenciamento. Como resultado disso, somente em seu primeiro ano de transmissão no Brasil, foram R$350 milhões em vendas.
Outro fator mercadológico importante para o sucesso do licenciamento dos produtos com a marca Rebelde é que o grupo sempre ofereceu oportunidades de divulgação em diferentes plataformas, com o apoio de veiculação de grandes emissoras, lançamentos de CDs e DVDs, publicações mensais, campanhas publicitárias e mídia espontânea gerada com os shows da banda.
Agora, a telenovela acaba de ganhar uma versão brasileira pela Rede Record. A nova marca foi lançada oficialmente no dia 1o de março e sua linha de negócios continua fazendo sucesso. Em 2011 eles prometem mais uma turnê da banda mundo afora.
Veja abaixo um trecho da passagem do RBD Tour pelo Brasil, em 2006.
Carro chefe da parceria entre a Redibra e a Fox, e fenômeno de mídia e linguagem desde sua estréia, em dezembro de 89, Os Simpsons é a série de animação mais vista da televisão americana, contabilizando até hoje mais de 470 episódios.
Dona de um humor deliciosamente corrosivo, a série lança um olhar inteligente, bem humorado e nada hermético sobre os problemas, valores e ícones da sociedade contemporânea, que vão da sustentabilidade ao culto às celebridades e da educação à política, atingindo 60 milhões de expectadores das mais diferentes faixas etárias em mais de 70 países, incluindo o Brasil.
O mesmo sucesso como sitcom de animação marcou a sua versão para o cinema, que em 2007 arrecadou mais de meio bilhão de dólares em todo o mundo, sendo US$ 8,5 milhões apenas no Brasil.
Simpsons – O filme serviu não apenas para revigorar a marca entre as novas gerações como também para reforçar o seu poder de fogo junto aos mais de 600 licenciados globais nas mais diferentes linhas de produtos, incluindo publicações, papelaria, eletrônicos, brinquedos, promoções, vestuário e alimentos; sendo considerada a maior marca televisiva de todos os tempos em um estudo apresentado na Brand Licensing Europe 2010, em Londres, que incluiu a opinião de 450 peritos em licenciamento.
Confira abaixo a abertura de um dos episódios mais icônicos de 2010, “MoneyBart” criada pelo polêmico artista britânico Bansky, que ironiza a questão da exploração da mão de obra barata na produção da própria série, atestando o caráter permanentemente subversivo do desenho, responsável pelo sucesso e longevidade da marca Os simpsons.
Em abril de 1992 o Brasil foi tomado por uma febre mundial: a Família Dinossauros. A série norte-americana era uma co-produção Disney com os estúdios de Jim Henson (artista plástico que também criou os bonecos da Vila Sésamo e Muppet Show), e passou a ser exibida diariamente pela TV Globo.
A carismática família formada por Baby Sauro – personagem imortalizado pela famosa frase “não é a mamãe” – , Dino da Silva Sauro, com seu inesquecível bordão “Querida, cheguei”, Fran e os adolescents Bobbie e Charlene, conquistou tanto crianças quanto adultos. A empatia foi tanta que a série chegou a bater em audiência o próprio programa no qual pegava carona, o Xou da Xuxa.
A Redibra, concessionária da marca no Brasil, enfrentava uma disputa entre empresas dos mais diferentes segmentos (roupas, cadernos, figurinhas, artigos para festas, entre outros), que queriam que seus produtos chegassem às prateleiras com a estampa desses simpáticos personagens. Já no ano de seu lançamento a série proporcionou ao varejo ganhos em torno de US$20 milhões.
O diferencial de Redibra foi estabelecer critérios de escolha rigorosos e trazer agilidade nas negociações de licenciamento, o que possibilitou uma rápida entrada dos produtos no mercado nacional.“Tínhamos três grandes preocupações quando começamos a trabalhar esse sucesso. Primeiro, garantir nos produtos licneciados a qualidade Disney. Depois, ter agilidade suficiente para suprir um mecado ansioso pela marca em virtude do estouro da série na TV. E, finalmente, garantir que os produtos tivessem um adicional de diversão para o consumidor”, explicou David Diesendruck em entrevista concedida ao jornal Propaganda & Marketing.
Mesmo vivendo em uma sociedade dominada pelos grandes répteis, as questões que envolviam o cotidiano da Família Dinossauros eram bastante atuais e transformaram a série em uma divertida e inesquecível sátira aos costumes da classe média na década de 90.