
A crença no poder do consumo é um dos pilares da sociedade moderna e serve de guia para grande parte da política econômica mundial. Os estímulos para comprar, substituir e renovar uma série de produtos fez de boa parte de nós verdadeiros acumuladores de um infindável volume de objetos, que agora aparecem retratados como totens da cultura contemporânea no trabalho de dois fotógrafos.
Em Material World, o norte-americano David Welch representou estes artefatos da cultura de consumo transformando-os em amontoados de tralhas. Ele expôs os objetos de todo dia como amostras do acumulo e do desperdício de bens materiais.
“Meu trabalho é uma resposta a esse ambiente social do consumidor contemporâneo. Ao tratar os artefatos da cultura do consumidor como readymades, eu crio montagens para formar pseudo monumentos, ou totens, que servem como externalizações precárias da cultura enquanto biografia social. Os totens falam de acumulação e materialidade e encorajam o debate sobre consumo, mídia, classe, gênero e as maneiras em que nos sentimos impelidos a consumir”, diz o autor.

A série Totems, do artista Frances Alain Delorme, também funciona como um convite à reflexão no que se refere ao ímpeto de consumir. Afinal, qual o limite que determina o que realmente precisamos e o que apenas queremos comprar?
As fotografias de Delorme colocam o observador dentro do coração da China contemporânea e mostram homens catadores de objetos descartados diariamente nas ruas de Shangai – seja pra reaproveitamento ou apenas entulho -, carregando pilhas inacreditáveis de produtos em suas pequenas bicicletas. Confira!

